São Paulo
(11) 93036-9494
contato@stephanielemouche.com.br
Dra. Stephanie Lemouche
10 de março de 2026
A síndrome de Wolff-Parkinson-White é um tipo de arritmia cardíaca que pode gerar palpitações rápidas e desconforto súbito em crianças. A princípio, o diagnóstico assusta – mas pais devem saber que, quanto mais entenderem sobre a doença e suas possibilidades, e quanto antes buscarem o melhor acompanhamento para a criança, melhor é o prognóstico.
Entenda os sintomas e riscos dessa síndrome, saiba como é o diagnóstico de WPW, quando se indica a ablação por cateter e como o acompanhamento com um cardiologista pediátrico especialista em arritmias pediátricas faz diferença no prognóstico.
A síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma condição cardíaca em que a criança nasce com um “fio elétrico” extra no coração. Se trata da via acessória cardíaca, algo que transmite impulsos de forma anormal entre os átrios e os ventrículos. Essa condução acelerada pode desencadear taquicardia supraventricular, fazendo o coração bater muito mais rápido do que deveria.
A WPW pode causar crises súbitas, longas ou recorrentes. O paciente que tem as alterações no eletrocardiograma desse “fio elétrico” a mais mas nunca teve sintomas é chamado de paciente com pré excitação assintomático.
Embora possa acontecer em qualquer idade, é uma das arritmias mais importantes em pediatria e exige atenção especial em todos os casos e idades, mas de formas diferentes.
Os sintomas da condição variam conforme a idade, mas costumam aparecer de forma repentina, como se alguém apertasse um botão que acelera o coração.
Crianças pequenas, porém, podem não conseguir explicar ou entender o desconforto. Por isso é importante observar mudanças súbitas como choros “sem explicação”, palidez ou pedido repentino por colo.
Os principais sintomas de taquicardia associados à WPW incluem:
Quando a doença se agrava, a criança tende a dar alguns sinais de alerta que exigem avaliação imediata. Entre eles, é possível citar:
O risco do WPW é quando a via acessória conduz impulsos muito rapidamente não só para o átrio, mas para o ventrículo de uma forma muito específica que pode levar a morte súbita.
O diagnóstico da doença normalmente começa com o exame de eletrocardiograma (ECG), que mostra o padrão clássico da síndrome, chamado padrão de pré-excitação ventricular – intervalo PR curto e onda delta. Esse exame é simples e muitas vezes basta para suspeitar da presença da via acessória.
Há ainda outros exames que podem complementar a investigação, como:
É comum diagnosticar a presença de pré-excitação ventricular em ECGs de rotina ou feitos antes de uma atividade esportiva. Apesar da ausência de sintomas, é essencial a realização de uma avaliação com um especialista em arritmias pediátricas para entender o risco individual.
Algumas vias acessórias não conduzem estímulos perigosos, mas outras podem exigir acompanhamento mais rigoroso. Isso é importante especialmente em crianças e adolescentes atletas.
O tratamento da WPW depende da idade da criança, da intensidade dos sintomas e do tipo de via acessória que ela apresenta. Em alguns casos, apenas o acompanhamento da condição já basta para prevenir riscos, especialmente se o paciente já fez o estudo eletrofisiológico para entendermos o “risco” dessa via extra. Em outros, é necessário medicar ou indicar uma ablação.
As linhas de tratamento podem incluir:
A ablação por cateter é um procedimento seguro e minimamente invasivo que elimina a causa da arritmia. Nele, o cardiologista insere cateteres finos por uma veia (geralmente as da virilha) e os guia até o coração para “queimar” a via elétrica extra, desativando a causa das arritmias. Ele faz isso por radiofrequência (calor) ou crioablação (congelamento), destruindo apenas o tecido problemático.
Com alta taxa de sucesso e baixo risco, ele é indicado quando:
O acompanhamento com uma cardiologista pediátrica garante uma avaliação completa e um plano de cuidados sensível às particularidades das crianças e de suas famílias.
Com acompanhamento adequado, o prognóstico da síndrome de Wolff-Parkinson-White costuma ser excelente, especialmente quando se identifica a via acessória cedo, algo que permite tratamento precoce e preciso. Vale reforçar que antes dos 5-6 anaos de idade existe uma chance de cura espontânea da via acessória.
Se seu filho recebeu o diagnóstico da condição e você busca orientação de um especialista em WPW, entre em contato e agende uma consulta.
Quando a criança tem taquicardia súbita, o ideal é mantê-la calma, evitar correria e observar a duração e a intensidade do episódio. É importante não dar remédios por conta própria, mesmo que eles pareçam inofensivos.
O ideal é cada paciente ter seu plano de ação feito em conjunto com seu cardiologista pediátrico do que fazer em caso de crise – as opçoes incluem manobras vagais ensinadas para a família, medicação ou ir para o pronto-socorro mais proximo para receber medicações ou um choque elétrico para reverter o coração, em casos graves.
Se o episódio vier acompanhado de desmaio, palidez ou dificuldade respiratória, leve a criança imediatamente ao pronto-atendimento ou chame o serviço de emergência local imediatamente.
Na maioria dos casos e com acompanhamento adequado, a doença não é perigosa. No entanto, alguns tipos de vias acessórias podem conduzir estímulos muito rápidos, aumentando o risco de arritmias graves. Por isso, o acompanhamento é essencial para definir risco individual e seguir com a linha de tratamento mais adequada.
Os principais sintomas são:
Episódios de taquicardia prolongados.
Procure atendimento quando houver sinais de alerta com desmaios, episódios prolongados ou sinais de dificuldade respiratória.
O tratamento pode incluir observação (casos muito específicos), medicamentos e, em alguns casos, ablação por cateter.
A ablação é feita inserindo um catéter fino em uma veia, geralmente na região da virilha, para chegar ao coração. Lá, o especialista usa calor (radiofrequência) ou congelamento (crioablação) para destruir a via acessória e sanar definitivamente a causa das crises.