São Paulo
(11) 93036-9494
contato@stephanielemouche.com.br
Dra. Stephanie Lemouche
25 de agosto de 2026
O defeito do septo átrio ventricular total (DSAVT) é uma cardiopatia congênita que exige atenção desde os primeiros meses de vida. Apesar de ser uma condição complexa, hoje contamos com diagnóstico precoce e tratamentos bem estabelecidos, que permitem excelente evolução na maioria dos casos.
Entender essa condição ajuda a reduzir a insegurança e a tomar decisões mais seguras ao longo do cuidado da criança.
O DSAVT é uma malformação cardíaca congênita em que há uma comunicação anormal entre as câmaras do coração (átrios e ventrículos), associada a alterações nas válvulas cardíacas.
Na prática, isso significa que o coração apresenta comunicação entre os átrios, comunicação entre os ventrículos e uma válvula única no lugar das duas válvulas normais. Essa alteração interfere na forma como o sangue circula dentro do coração, podendo levar à sobrecarga cardíaca e ao aumento do fluxo para os pulmões.
O DSAVT ocorre durante a formação do coração ainda na gestação. Ele está frequentemente associado à Síndrome de Down, sendo uma das cardiopatias mais comuns nesses pacientes, mas também pode ocorrer de forma isolada.
Histórico familiar de arritmias, desmaios ou de morte súbita, especialmente durante atividade física, deve sempre motivar investigação cardiológica preventiva de todos os familiares de primeiro grau.
Os sintomas costumam aparecer nas primeiras semanas ou meses de vida, principalmente quando há aumento do fluxo de sangue para os pulmões.
Os sinais mais comuns incluem:
A presença desses sintomas deve sempre ser avaliada por um especialista.
O diagnóstico do defeito do septo átrio-ventricular total é realizado principalmente por meio do ecocardiograma, exame que permite visualizar a anatomia do coração e o fluxo sanguíneo com precisão. Em alguns casos, a suspeita pode surgir ainda durante a gestação, por meio do ecocardiograma fetal, o que possibilita um planejamento antecipado do cuidado.
Após o nascimento, a avaliação clínica associada ao ecocardiograma confirma o diagnóstico e orienta os próximos passos. Em situações específicas, outros exames podem complementar a investigação.
Identificar o DSAVT precocemente permite iniciar o acompanhamento especializado desde o início da vida, controlar sintomas quando necessário e definir o momento ideal para a cirurgia. Esse planejamento reduz o risco de complicações pulmonares e melhora significativamente os resultados do tratamento.
Quanto mais cedo a condição é reconhecida, mais organizado e seguro se torna o cuidado.
O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos, mas antes disso pode ser necessário estabilizar o quadro clínico da criança.
As principais medidas incluem:
Essas estratégias ajudam a preparar o paciente para a cirurgia no momento mais adequado.
A correção cirúrgica costuma ser indicada nos primeiros meses de vida, especialmente quando há repercussão clínica.
Os principais critérios incluem:
Em geral, a cirurgia é realizada entre 3 e 6 meses de vida, com o objetivo de fechar as comunicações e reconstruir as válvulas cardíacas.
A evolução após a cirurgia costuma ser positiva na maioria das crianças. Com a correção adequada, observa-se melhora progressiva dos sintomas e do desenvolvimento.
Ainda assim, o acompanhamento ao longo da vida é fundamental, pois podem ser necessários ajustes relacionados ao funcionamento das válvulas ou ao ritmo cardíaco. Esse seguimento contínuo garante mais segurança em todas as fases do crescimento.
O acompanhamento com cardiologista pediátrico é essencial para avaliar a função do coração ao longo do tempo, identificar precocemente qualquer alteração e orientar a família de forma individualizada. Em alguns casos, o suporte de um especialista em arritmias também pode ser necessário.
Esse cuidado contínuo permite decisões mais seguras e um acompanhamento mais completo.
Receber o diagnóstico de uma cardiopatia como o DSAVT pode gerar medo e insegurança, e isso é completamente compreensível. No entanto, é importante reforçar que hoje existem tratamentos eficazes e caminhos bem definidos para o cuidado.
Com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e intervenção no momento certo, muitas crianças evoluem muito bem e têm qualidade de vida. O conhecimento e o suporte de uma equipe especializada ajudam a transformar esse momento em um processo mais seguro e acolhedor.
Ao longo dessa jornada, informação de qualidade e acompanhamento especializado fazem toda a diferença. Se você recebeu esse diagnóstico ou tem dúvidas sobre o coração do seu filho, buscar orientação individualizada é um passo importante para conduzir cada etapa com mais tranquilidade.
A Dra. Stephanie Lemouche é cardiopediatra e arritmologista, com atuação voltada ao diagnóstico e acompanhamento de doenças cardíacas na infância. Sua prática combina conhecimento técnico, experiência clínica e uma abordagem acolhedora, ajudando famílias a entender e conduzir o tratamento com segurança.
Sim. O tratamento cirúrgico corrige a alteração estrutural do coração. Após a cirurgia, a maioria das crianças apresenta boa evolução, embora o acompanhamento deva ser mantido para toda a vida – alguns pacientes podem necessitar de novas cirurgias ao longo da vida.
Na maioria dos casos, sim. A cirurgia é indicada para corrigir o fluxo sanguíneo e evitar complicações. O momento ideal é definido individualmente.
Sim. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitas crianças se desenvolvem bem e têm boa qualidade de vida.